13 MIL NOVOS MÉDICOS PODERÃO SER IMPEDIDOS DE ATUAR NO PAÍS
O resultado mais recente do Enamed reacendeu a discussão sobre a qualidade da formação médica no Brasil. Diante do desempenho considerado insatisfatório de parte dos estudantes, o Conselho Federal de Medicina (CFM) estuda publicar uma resolução que impede o registro profissional de formandos que não alcançarem a nota mínima na avaliação.
A proposta atingiria estudantes do último semestre que ficaram nos níveis mais baixos da prova, estimados em cerca de 13 mil futuros médicos. Segundo o CFM, o objetivo é proteger a população e evitar que profissionais sem qualificação adequada atendam pacientes.
O Enamed é aplicado anualmente pelo Inep e avalia tanto os cursos de Medicina quanto os estudantes. Na última edição, três em cada dez alunos concluintes não atingiram a pontuação mínima, e cerca de 30% dos cursos avaliados ficaram nas faixas consideradas insatisfatórias.
Além da possível resolução, o CFM também defende a criação de um exame obrigatório de proficiência, semelhante ao da OAB. Projetos com essa proposta já tramitam no Congresso Nacional, mas ainda não foram concluídos.
Atualmente, a legislação garante o registro profissional ao estudante que conclui o curso e apresenta o diploma, sem exigência de prova adicional — o que pode gerar questionamentos jurídicos sobre a iniciativa do conselho.